sexta-feira, setembro 08, 2006

Por isso sou fanzoca do Osho

Reflexões do cara.


Sempre é bom reler, clarear a mente e esquentar o coração através da chama ardente da sua alma e do Amor... do seu amor...

“O estado mais elevado de amor não é, de modo algum, um relacionamento: é simplesmente um estado do seu ser. Assim como as árvores são verdes, aquele que ama é amoroso. Elas não são verdes apenas para determinadas pessoas: não é que quando você aparecer, elas se tornam verdes. A flor continua espalhando sua fragrância quer alguém apareça ou não, quer alguém aprecie ou não. A flor não começa a liberar sua fragrância quando um grande poeta está se aproximando – 'Bem, este homem apreciará, este homem será capaz de compreender quem eu sou'. E ela não fecha suas portas quando vê que uma pessoa estúpida, idiota, está passando por ali – uma pessoa insensível, obtusa, um político ou alguém parecido... Ela não se fecha – 'Qual o sentido? Por que jogar pérola aos porcos?' Não, a flor continua espalhando sua fragrância. Trata-se de um estado, não de um relacionamento. (...)

A arte do outro - Amor significa a arte de estar com os outros. Meditação significa a arte de estar consigo mesmo. São dois aspectos da mesma moeda. Uma pessoa que não sabe como estar com ela mesma verdadeiramente não pode relacionar-se com os outros. O relacionamento dela será inconveniente, sem graça, feio, fortuito e acidental. Num momento tudo está indo bem e noutro momento tudo se foi. Isso estará sempre indo para cima e para baixo; nunca ganhará profundidade. Será muito ruidoso. Certamente que lhe dará uma ocupação, mas não terá nenhuma melodia nela nem lhe alçará até as alturas da existência ou até as profundezas do ser.

E vice-versa: a pessoa que não é capaz de estar com os outros, de relacionar-se, achará muito difícil relacionar-se consigo mesma, porque a arte de relacionar-se é a mesma. Seja relacionar-se com os outros ou consigo mesmo não faz muita diferença; é a mesma arte.

Essas artes têm que ser aprendidas juntas, simultaneamente; elas são inseparáveis. Esteja com as pessoas, mas não inconscientemente senão bem conscientemente. Relacione-se com as pessoas como se você estivesse cantando uma canção, como se você estivesse tocando numa flauta; cada pessoa precisa ser pensada como um instrumento musical. Respeite-as, ame-as e adore-as, porque cada pessoa é uma face oculta do divino. Portanto seja bem cuidadoso, bem atento. Lembre-se do que você está dizendo; lembre-se do que você está fazendo. Pequenas coisas bastam para destruir relacionamentos, e pequenas coisas tornam relacionamentos tão belos. Às vezes basta um sorriso, e o coração do outro se abre para você; às vezes basta um olhar errado em seus olhos, e o outro se fecha – é um fenômeno delicado. Pense nisso como uma arte: assim como o pintor é muito vigilante do que ele está fazendo na tela, cada simples traço irá fazer muita diferença. Um pintor verdadeiro pode mudar toda a pintura apenas com um simples traço.

A vida tem que ser aprendida como uma arte: muito cuidadosamente, bem deliberadamente. Assim o relacionamento com os outros precisa tornar-se um espelho: veja o que você está fazendo, como você está fazendo isso e o que está acontecendo. Que está acontecendo ao outro? Você está tornando a vida deles mais miserável? Você está provocando sofrimento neles? Você está criando um inferno para eles? Então retire-se. Mude suas maneiras. Embeleze a vida ao seu redor. Deixe que cada pessoa sinta que o encontro com você é uma dádiva: apenas por estar com você algo começa a fluir, a crescer, algumas canções começam a surgir no coração, algumas flores começam a se abrir. E quando você estiver sozinho, então sente-se totalmente em silêncio, absolutamente em silêncio, e observe a si mesmo.

Assim como o pássaro tem duas asas, deixe amor e meditação serem suas duas asas. Crie uma sincronicidade entre eles, assim eles não estarão de maneira alguma em conflito um com o outro, porém cuidando um do outro, alimentando um ao outro, auxiliando um ao outro. Esse vai ser o seu caminho: a síntese entre amor e meditação".

OSHO
Para quem se interessa em aprofundar a temática dos relacionamentos, recomendo o espaço temático ABSOLUTA/amores, em especial a seção de SENSIBILIZAÇÃO. Lá temos basicamente por inspiração tatear uma resposta a essa pergunta de Paulinho Moska em sua tocante canção "Vênus": E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor nos domine?

3 comentários:

  1. Este cara para mim é demais também. ele me enleva com suas palavras cristalinas, óbvias demais para serem captadas pelo transeunte terrestre que passa incauto por esta vida.
    foi um achado ter encontrado teu blog.
    Faço um também, que está meio desatualizado, e que nem de longe consigo tratá-lo como cuidas do teu. Mas tem palavras originais lá.

    Afeto,
    Junia

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  2. Delícia ouvir isso.
    Janela venusiana...
    Agradeço.

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  3. Adorei seu blog. Voltarei muitas vezes. Paz e Alegria!

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