quinta-feira, outubro 26, 2006

Vidas passadas, here and now

Minha aproximação com vidas passadas foi totalmente espontânea e prática, não veio por intermédio de teses nem de religiosidade ou terapia. A vida é mesmo muito mágica: em 1997 - o exemplo lembro bem - o tema de vidas passadas para mim era apenas uma pauta para mesinha de bar, uma especulação contra a qual eu tinha inúmeros argumentos racionais. Bem concatenados, por sinal, hehe. Em compensação, atualmente vim a descobrir que acessar memórias antigas é um de meus dons sensitivos mais desenvolvidos. Que coisa! :)

Depois que fui acordando para a minha essência espiritual, fui também me aproximando de outras dimensões através da intuição, largando aos poucos muitas verdadezinhas pessoais, e lá pelas tantas comecei a me lembrar de cenas de outra vida com a namorada que eu tinha na época, algo completamente consciente: não foi sonho, não bebo, não fumo, não cheiro, etc., e as imagens começaram a vir, nítidas.
Hoje aprendi a pesquisar mais quando a imagem vem, trato de me deixar bem riléx mas fico desejando saber mais, aí as imagens e sensações vêm vindo, muitas vezes mais sinto do que vejo. E em certas situações, consegui reconstruir as memórias com alguém junto aqui nessa vida, a gente dialogando e aumentando a lembrança.
A gente mesmo fica meio duvidando no início. Aos poucos, entratanto, fica claro que é verdade, tipo "tô vendo um objeto redondo em cima da mesa, tu tá vendo também?", "sim", "que formato ele tem", e o outro responde certo, e assim vai... É bárbaro! Quando a outra pessoa também tem facilidade, a gente chega a descobrir inúmeros detalhes, inclusive dos aspectos da personalidade, as emoções, os motivos dos dilemas, etc. Com uma ex sensitiva, acabei descobrindo que já tinha me relacionado com ela numas quatro ou cinco vidas, e reconstituímos uma a uma.
Mas mesmo a sós, em alguns casos é possível compreender todo o fio da história, e perceber o contexto emocional e kármicos das figurinhas em jogo lá.
Aliás, que muito explicam as personalidades de hoje.

Não curto karcesismo - Não sinto que a gente precise descer a uma religião para viver a espiritualidade, e existem mais de 20 escolas espirituais que aceitam e explicam a reencarnação, sendo que Kardec é o mais recente na História e, pra mim, é explicado milimétrica e racionalmente demais, e um tanto focado na coisa de culpa, expiação, etc, que pra mim é judaico-cristão, é uma energia de era velha, a Era de Peixes.
Outras vertentes que lidam também com acesso a consciências de outras dimensões vão bem mais além desse primeiro andar de almas aflitas, muito parecido com nosso andar terráqueo, pra mim o espiritismo fica muito só nesse primeiro naipe vibracional, quando estamos num multiverso cheio de dimensões e dimensões, também por aí acho o kardecismo meio atrasado e limitado do ponto de vista meramente energético.
Well, mas cada um, cada um.
Por ter muita facilidade de reencontrar pessoas de meu passado remoto, além de dom isso é uma ferramenta para reintegrar pedaços da minha alma, faz parte do caminho de evolução e ascensão reintegrar nossas outras partes vibracionais, e limpar esses laços kármicos. Limpar que eu digo não é no sentido kardecista, como se fosse algo necessariamente ruim, mas no sentido de capturar de novo o laço, tornar consciente e reintegrar na nossa energia. Acima de tudo, desfazer o véu das ilusões da separatividade, e enxergar aquelas almas hoje tão próximas como traços de outras energias antigas, que têm bem mais a ver comigo do que simplesmente as coisinhas de hoje. E, num sentido mais largo, percebê-las como pedaços de mim, e nós todos como partes vivas da grande Vida, sem separar interno e externo.


E deus não tem nada a ver com isso - Além disso, tenho a mais completa certeza de que TODAS as informações de nossas vidas passadas estão arquivadas nas nossas dimensões mais sutis do que aquilo que o ego pode alcançar. É preciso sutilizar a vibração pessoal para que a mente material acesse as informações da nossa natureza eterna e sutil, em outras palavras qualquer ego pode acessar a alma mas é preciso vibrar sutilmente para virar a chave e alcançar a nossa porção eterna.
E isso tudo não está sob coordenação de um deus, que permita isso ou proíba aquilo para teu bem, como vi espíritas alegando na comunidade de vidas passadas do Orkut. Deus governa, digamos, de um andar bem mais superior, ele é a fonte cósmica, a grande inteligência que criou tudo isso, mas não está administrando nossas lembranças e escolhas egóicas. Deus não é um pai. Nem está fora de nós.
Se a gente fuma ou bebe ou come muita carne, por exemplo, jamais vai lembrar dessas informações pois nossa energia estará densa e não alcança os arquivos da alma, e deus não tem absolutamente nada com isso, é tudo tu e tuas escolhas de ego.
E deus não tem emoções humanas ou semelhantes, deus não é super homem maximizado, ele não é esse ser com preocupações paternais com as quais vejo karcecistas, evangélicos e cristãos pregarem. Outras e outras vertentes não falam nesse tom, não é sou eu que não sinto assim. Os budistas inclusive afirmam que deus é o criador e as criaturas, não é algo externo a nós, não como uma forma poética ou infantilmente espiritual de achar que tudo está ligado, eles crêem fortemente nisso, que deus é tudo, e não algo que nos governa... e o budismo nem se propõe como religião. Os druidas também viam deus assim, de uma forma panteísta, que deus é tudo, e segundo li Alan Kardec desconfiava que tinha sido um druida, que eram os sacerdotes dos celtas.
E por aí vai.

Daria para complicar mais - ou clarear - essa história toda se a gente perceber que o tempo como conhecemos é uma sensação tridimensional aqui da nossa manifestação terráquea. Na real, saindo dela, o tempo é outro, não-linear, e tudo isso se relativiza.
Bem pessoalmente, tenho a sensação de que a linha de vidas e vidas é apenas uma faixa energética da nossa essência vibracional, e que dentro das 3D têm sua lógica em linha reta, mas somos mais, bem mais, você e eu, do que esse egos indo e vindo em suas vidinhas terráqueas...

5 comentários:

  1. Excelente blog. Tb tenho me dicado à literatura que abordam à transição planetária. Sim, vc tem razão: tem muita gente falando muita coisa... discernimento é fundamental.
    Tomo seu blog como referência daqui pra frente.
    Gr abraço

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  2. E viva as deliciosas coincidencias que nos fazem sentir como se conhecessemos aquela pessoa de anos - mesmo vendo-a pela primeira vez...BJoooooo
    Reka

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  3. poxa eu adorei eu sou espirita mais ai fala de um dom q eu nao sabia de ver vidas passadas eu adorei isso é a prova do espiritismo no mundo e na nossa vida

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  4. FRANCO
    Muito grato, mantenha contato, precisamos trocar luz e informação.

    REKA
    Estão cada vez mais frequentes essas deliciosas reconexões no planeta, e até brinco chamando de "sincroincidências" pq são coincidências nada casuais. Tudo tem uma razão profunda no eixo vibracional das almas, e estamos vivendo atualmente um ciclo planetário onde os canais energéticos facilitam essas reaproximações.
    São tempos maravilhosos os que vivemos!! Parece que tudo tá mais podre no mundo, mais caos, mais violência, mas nunca vivemos uma faixa tão clara de luz e transcendência. O planeta tá mesmo rachado e o Outro Mundo chegando pra valer.

    ZAC
    Na real, todos temos esse dom, mas a vida que levamos e o padrão que adotamos acabam por deixar muito densa nossa energia pessoal e, com isso, desligamos esse canal.
    Embora vc tenha uma leitura religiosa desse fenômeno, sinto que isso é apenas uma questão de energia - como tudo na vida. Se a gente vibra numa faixa mais sutil, menos refém do ego e suas traduções (sempre reduzidas), se a gente abre o campo da consciência sutil, somos capazes de sair do tempo 3D que é linear e alcançamos o que se chama de "tempo circular" e podemos acessar então outras informações além do presente.
    É possível fazer regressão a vivências do passado, como tb podemos fazer progressão e captar no círculo do tempo informações e fatos que estão no futuro, dom chamado popularmente de "vidência".
    É meio doido pensar nisso... mas, saindo dessa reta do tempo 3D, é possível, sim, acessar coisas concretas que estão no futuro, mas o futuro não é algo desconectado daqui, não é uma ficção, não é uma tendência, não é algo que só videntes podem adivinhar. Não! O futuro é um tempo real e concreto onde as coisas acontecem, só que estamos aqui enjaulados nessas 3 dimensões densas e terráqueas, e assim não conseguimos ver futuro nem passado, mas saindo delas podemos acessar tudo que está vivo e acontecendo em tempo real um pouquinho mais adiante ou atrás na roda do tempo.
    Pense no tempo como um círculo. Vc está num ponto mas a roda inteira além de vc está viva e real, acontecendo, sendo... Se vc consegue se libertar desse ponto, acessará as informações de todo o resto da roda, antes e além do ponto de onde vc estava.
    Não sei bem o que tudo isso prova ou vai contra os fundamentos teológicos do espiritismo, mas sei que "traduzindo" o que é possível do mistério da Criação pelo foco das energias, ao contrário do que parece, é um processo essencialmente espiritual. E a rigor, "religioso" também, pois nos religa à divindade da vida.

    Luz pra todos nós. Fiquem em contato.

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  5. Caro Ricardo,
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    Um abraço,
    Jorge

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